17 setembro 2014

O que tem dentro da caixa em formato de coração

Gosto de deitar e pensar no que poderia estar fazendo ou sendo se ainda estive ai. Se você me olharia com essa cara de mistério, ou se me apertaria até eu perder o ar. E fico a imaginar se o silêncio, suspenso de pensar e de palavras iria nos consumir como de fato acontecia.  Era difícil declarar tanto afeto e querer, e você mesmo sem saber transmitia medo, preocupação  e desconfiança de tudo que dizia conhecer.

A intensidade do sentir e querer bem, do pensar pra frente e esquecer o que havia passado. Éramos sim felizes e animados, sonhadores de um destino que hoje não pode acontecer. Por medo de entregar tudo que me restou coloquei, por um tempo imenso, em uma caixa tanto amor. Me fechei em razão, esqueci toda emoção.

E por fim, abandonei. Com frio e sozinho te deixei. Com a certeza que hoje tenho que perdão nunca vou ter... E que nada, nada mesmo vai aquecer o que antes era fogo, paixão e querer.




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