27 novembro 2014

Indiferença

   E é essa sua indiferença que mata. Com seus olhos que não dizem nada, boca que não se abre, tempo que perde. E essa sua maneira de fazer as pessoas ao redor não se sentirem parte importante, que pode modificar, que pode de alguma maneira te afetar.

   É essa sua mania de olhar não para mim, mas através de mim. Essa sua maneira dolorosa de ignorar todas as diretas e indiretas lançadas a você, a mim, a nós. Sua mania intrigante de responder as perguntas com mais interrogações, e do dom de conseguir ficar quieto por muito tempo... Tempo.

   E todas as palavras que demoram para sair...Não se sabe o que é pior, o tempo da espera para ouvi-las ou no fim ouvi-las. Porque são doídas, por que elas parecem rasgar sua garganta ao saírem e me ferir ao recebe-las.

E no fim... E é apenas essa indiferença que mata. 

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