30 janeiro 2015

Casa de vidro

   Hoje me lembrei,  de chegar num ônibus. De descer dele em uma casa de vidro. Me lembrei de uma floresta, que embalava esta casa... E havia uma escada grande que dava em uma cachoeira. Me lembrei que tudo era mais fácil. Não lembro de ter planos, não lembro de ter agonias e lembro... Lembro de um tempo em que eu não sabia que as pessoas podiam fingir ou mudar tanto como são.        Lembro de pensar que o sempre era algo linear e sem modificações, que o para sempre das pessoas significava ser daquele jeito para sempre, fazer aquelas coisas para sempre, ser o que eram naquele momento para sempre.
   Mas não... O sempre não significa isso. Significava que aqueles dias ficariam apenas para sempre marcados em todos nós. Na mente, No coração. Na pele como uma ferida feita por cacos de vidro.
   Eu lembro de uma casa de vidro. Embalada por uma floresta, e havia pessoas... Havia uma escada que dava em uma cachoeira. Lembro do vidro que envolvia a casa... E de como tudo e todos que entraram nela perderam partes suas ao serem acolhidos por ela e rasgados... Como vidro.

Era apenas uma casa de vidro. 

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