08 janeiro 2016

O pior

  O pior era não ver os resultados, sacrifícios atrás de sacrifícios e nenhum retorno. O espelho refletia apenas frustração.  
  O pior foi ver meus dias, as horas indo embora junto com a vontade de viver. Números seguidos de contagens, seguidos de choro e exercícios. Me lembro de não viver, de querer parar mas não conseguir... Me lembro de ter um querer e que por mais que ele fosse sofrido era sempre o mesmo e primordial querer. Era um eu que não conhecia o limite, o próprio limite.  O engraçado é a sensação de estar escrevendo isso agora... De lembrar a queimação nas costas, sentir a dor no estômago, o palpitar na cabeça...O cansaço!
  Se valia a pena? Um pouco. Não o suficiente para parar...
  O pior é ver que tudo não passou de ilusão. Ver os números voltarem... O pior foi lutar pelos outros e não por mim. De ter que ficar bem e esse bem que era visto pelos outros nunca ser o suficiente para mim.
  O pior de fato é ter certeza de que esse julgamento será para sempre, e que o juiz nunca ficará a meu favor. 

2 comentários:

  1. Olá, moça!
    Bom, teu texto me possibilitou uma interpretação bastante pessoal, de acondo com minhas vivências. Talvez o que interpretei não seja o que querias relatar no texto, mas, como sou 'problemática' me vi inserida, talve, no "pior" ou no quase pior. E como é desgastante, mais à mente do que ao corpo, todos os sacrifícios que fazemos para tentar banir ainda outros sacrifícios aparentemente intermináveis...

    Parabéns pelos textos tão cheios de emoções.
    Bj!

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    1. Obrigada... Foi um desabafo! E pode ser que sua interpretação seja considerada correta. O que exigimos de nós mesmo as vezes pode virar algo ruim. Os pensamentos são tão vivos que não tem como se fugir.
      Obrigada por visitar meu humilde blog

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