Bom nunca havia sido fácil contar minha história. Muito menos falar sobre sentimentos.O único assunto que rondava-me a mente era uma palavra e o resto do que esta palavra iria trazer. Você pode perguntar para qualquer pessoa que já teve depressão, nenhuma delas vai dizer a você que pensavam - nem por um segundo- nos familiares, ou nas pessoas que dizem ama-las. Existe na mente a caixa do nada e mais nada. Não existe o sentimento de ninguém, nada importa sabe por que? Bom, você pode pensar ser egoísmo mas não é... O que realmente acontece é a dor ser tão grande que não se sente nada além dela. Ela te preenche, te sufoca. Te envolve em uma bolha de dor, caos e falta de esperança
. - Por que nada dá certo, por que ninguém parece se importar, por que viver se torna sacrificante e só o fato de respirar dói... Dói por que nada preenche o buraco no peito. Nada.
Aos 16 anos o assunto predominante em minha vida era a morte. E tudo o que vem com ela. Costumava associar a morte com paz. Com tranquilidade, afinal só depois que se morre é que não se pensa em mais nada. Mas a pior parte nem é essa... Descobri que a depressão não é curada como um resfriado. É um tratamento diário, e para toda uma vida... Como um vicio que te perturba, que não pode ser alimentado. Por que sempre vence quem se alimenta mais.
21 outubro 2013
10 outubro 2013
Espelho
- Ele não me diz nada.
- Tente, olhe outra vez.... Alguma coisa?
- Nada!
- Vai dizer que não reconhece?
- Não. Só vejo marcas. Muitas.Uma por cima da outra, transfigurando a imagem inicial.
- Uhn... Já é alguma coisa.
- Pode ser...
- Tente, olhe outra vez.... Alguma coisa?
- Nada!
- Vai dizer que não reconhece?
- Não. Só vejo marcas. Muitas.Uma por cima da outra, transfigurando a imagem inicial.
- Uhn... Já é alguma coisa.
- Pode ser...
09 outubro 2013
Seguindo as borboletas
Voltou ao vazio de não sentir. De não conseguir sentir o gosto das coisas... De viver, de contemplar o mundo e sua mania de pregar peças em tudo. Deixou-se levar, sumir em meio ao caos. As forças do não concreto pensamento sobre tudo. Contando a própria história na terceira pessoa para ninguém no mundo enxergar o obscuro, o confuso.
- Bem, uma amiga minha disse... Certa vez alguém pensou...
A vida foi dura. Castigou demais.Seus pensamentos foram devorados. Não conseguia entender e nem concluir suas interrogações. Não existia ponto final, não existia. Ao longo das horas apareciam algumas reticências e interrogações. No fim na noite sobravam as exclamações. Os gritos que ninguém podia ouvir.
Sem cor, sem música... Apenas sorrisos calculados.
Ela era duas. Uma outra pessoa vivendo dentro dela. Uma queria lutar e a outra apenas deixar o tempo passar e a areia da ampulheta cessar.
08 outubro 2013
Faz tanto tempo...
E ao acordar, sentiu que sua vida tinha sido arrancada de si. Que mãos estranhas haviam rasgado seu peito e tirado de lá tudo que o coração precisava para fazer seu trabalho, para a manter viva.
Chegou por fim prender a respiração para ver se seus pulmões gritariam por socorro.E conseguiu respostas conclusivas: seu corpo - por mais fraco e ruim que estivesse- lutava para funcionar. Logo foi obrigada pela força da natureza voltar a respirar. E o choro tomou conta de tudo. Nenhuma força externa a poderia fazer querer viver naquele instante. Ninguém.
O motivo pelo qual viveu por anos havia desaparecido. Em uma multidão de rostos, de cotidiano, de histórias roubadas. Cortes e contas não seriam capazes de ajudar a amenizar o estrago. E orações não chegaram a ser concluídas.
- Alô! Alô.
Era tudo que poderia ter. Nada restava além de sentir o vazio de ser apenas um.
Chegou por fim prender a respiração para ver se seus pulmões gritariam por socorro.E conseguiu respostas conclusivas: seu corpo - por mais fraco e ruim que estivesse- lutava para funcionar. Logo foi obrigada pela força da natureza voltar a respirar. E o choro tomou conta de tudo. Nenhuma força externa a poderia fazer querer viver naquele instante. Ninguém.
O motivo pelo qual viveu por anos havia desaparecido. Em uma multidão de rostos, de cotidiano, de histórias roubadas. Cortes e contas não seriam capazes de ajudar a amenizar o estrago. E orações não chegaram a ser concluídas.
- Alô! Alô.
Era tudo que poderia ter. Nada restava além de sentir o vazio de ser apenas um.
24 setembro 2013
Não conseque voltar mas também não consegue esquecer.. partir. Esta parada no meio
Munick- THE FRAY
Literalmente.
20 setembro 2013
Números, dias, não sei mais o que...
"Tem dias que simplesmente não te trazem nada de bom... E de verdade nasce até a ideia de apaga-lo da memória. Como se nossa vida fosse de fato escrita e possivelmente um desses dias fossem um rascunho ruim. Para a lixeira, anda.. Tipo agora!"
O corpo não te obedece mais. Seus sentimentos e pensamentos não importam. Afinal, fazer a sua vontade por acaso um dia foi possível?
Conte horas, minutos... Conte tudo que conseguir, tudo que puder.
Qual seria a palavra certa??? Ah sim... CONTROLE. Tentar ter o controle de alguma coisa na sua vida. Conte quantos passos você da do trabalho até sua casa, conte quantos minutos consegue ficar sem lembrar de uma parte importante do seu passado. Conte quantos dias você consegue viver sem se importar com a opinião alheia. Conte quantos segundos consegue prender a respiração debaixo d'água.
Conte... Conte os minutos, horas... Conte até não ter mais o que contar. Por que os números são importantes?
Quantos números.Quantos...
Sua idade?
Quanto você mede?
Qual seu peso?
Qual seu telefone?
Quanto você calça?
Quanto você veste?
Qual nível você está?
Sua média?
132456876546416194165164646168461651654841...
Quanto você precisa?Quanto falta? Quanto tempo? Quanto e quando tudo se torna muito além do que se pode suportar?
16 setembro 2013
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