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A busca pela felicidade.Essa busca eterna tem gerado várias interrogações em minha mente.
Noites de paz.É isso que eu desejo. Desejo ainda mais que o tempo não me roube(seja lá o que eu tenha), que eu não seja enganada por ele.
Eu quero mais verde.Mais luz, amor, vento, calor. Que meus ideais não sejam sufocados.Plenitude, harmonia, vida!
Procuro ficar bem, mesmo estando na solidão. Mesmo sabendo que perdi meu coração.
Quero sentido, calma, perfume, paz, pensamentos descabidos, tudo o que uma criança tem...Inocência.
Quero encontrar respostas. Achar uma prateleira de beijos, uma loja de encantos, um campo de luz.
Luminárias que vão além da matéria, que mostre o carater. Mar de saudade, areia feita de açúcar, chuva de coca-cola, casas de verão, Neve de sorvete!
Sinceridade, amizade, me perder em você. Me imaginar num filme, me enxergar em uma música, escrever canções, repetir refrões em alto e bom som.
Sentir a batida, respirar o amor, encontrar o toque, colocar verdades nos olhos, tirar lágrimas do coração. Viver o presente, esquecer do tempo.
Ouvir pensamentos no silêncio. Dançar na chuva, fazer diferença.Me sentir em casa mesmo estando na estrada.
Dias de luz que estão em nós!
05 dezembro 2009
03 dezembro 2009
Pensamentos demaiS
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- O tempo não cura tudo. Aliás o tempo não cura nada, o tempo apenas desloca o incurável do centro das atenções.
O tempo me irrita!
- O tempo não cura tudo. Aliás o tempo não cura nada, o tempo apenas desloca o incurável do centro das atenções.
O tempo me irrita!
Parte de um futuro que não é só meu...
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- Aquele olhar. Não era um olhar conhecido, esse sim era diferente. Diferente de todos que ela já havia testemunhado.
Dor. Cansaso. Saudade. Perda. Amor? Parou tentando decifrar o que realmente aquele olhar significava. Será que fez algo errado? Será que não fez algo que deveria ter feito? Estava mesmo ali?
Perguntas demais rondavam sua cabeça, e em nenhum momento parou para se olhar, para ver se havia alguma reação em sua face. No momento que percebeu isso, se deu conta de que havia mais pessoas ao redor. E mesmo paralizada mentalmente, tentando gravar aquele olhar, percebeu que seu corpo se mexia, e parecia uma pessoa que não estava viajando no pensamento.
De repente estava sentido um misto de emoções. Coisa que era normal quando estava confusa.
Não olhou de volta, não tentou retribuir com outro olhar desconhecido. Ignorou a hipótese que aquele olhar poderia significar algo negativo e simplismente sorriu e olhou para baixo.
Infelizmente não era capaz de ler pensamentos. O que cabia a ela era tentar ler rostos, sorrisos, olhares...
Em noites anteriores, sempre tentava decorar a face e as manias dele.
- Você terá a vida inteira para decorar meu rosto! Disse ele, finalizando a frase com um sorriso.
O sorriso que sempre a tranquiliza.
Pintas. Sorrisos. Beijos. Abraços.
Todas as coisas que uma garota tenta gravar na mente. O gosto, o perfume.Tudo o que é tão bom que não tem como ser real.
Deve ser por isso que ela queria gravar, caso não acontecesse mais, caso infelizmente acordasse.
Agora ela se encontrava doente. Com sintomas conhecidos...
Frio na barriga, dor no peito, aperto no coração misturado com a constante falta de ar.
- O que será que tenho mãe? Perguntou anciosa.
- Eu não sei... Deve ser amor!
- Aquele olhar. Não era um olhar conhecido, esse sim era diferente. Diferente de todos que ela já havia testemunhado.
Dor. Cansaso. Saudade. Perda. Amor? Parou tentando decifrar o que realmente aquele olhar significava. Será que fez algo errado? Será que não fez algo que deveria ter feito? Estava mesmo ali?
Perguntas demais rondavam sua cabeça, e em nenhum momento parou para se olhar, para ver se havia alguma reação em sua face. No momento que percebeu isso, se deu conta de que havia mais pessoas ao redor. E mesmo paralizada mentalmente, tentando gravar aquele olhar, percebeu que seu corpo se mexia, e parecia uma pessoa que não estava viajando no pensamento.
De repente estava sentido um misto de emoções. Coisa que era normal quando estava confusa.
Não olhou de volta, não tentou retribuir com outro olhar desconhecido. Ignorou a hipótese que aquele olhar poderia significar algo negativo e simplismente sorriu e olhou para baixo.
Infelizmente não era capaz de ler pensamentos. O que cabia a ela era tentar ler rostos, sorrisos, olhares...
Em noites anteriores, sempre tentava decorar a face e as manias dele.
- Você terá a vida inteira para decorar meu rosto! Disse ele, finalizando a frase com um sorriso.
O sorriso que sempre a tranquiliza.
Pintas. Sorrisos. Beijos. Abraços.
Todas as coisas que uma garota tenta gravar na mente. O gosto, o perfume.Tudo o que é tão bom que não tem como ser real.
Deve ser por isso que ela queria gravar, caso não acontecesse mais, caso infelizmente acordasse.
Agora ela se encontrava doente. Com sintomas conhecidos...
Frio na barriga, dor no peito, aperto no coração misturado com a constante falta de ar.
- O que será que tenho mãe? Perguntou anciosa.
- Eu não sei... Deve ser amor!
Just say yes
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Ele poderia desejar o que quisesse esta noite, mas não se sentiria completo se não a tiver por perto. Então porque não diz sim?
A vida e esse sentimento não são um teste e nem um truque da mente. É amor!
Ele a sente de alguma forma e sabe que não consegue viver só em poder vê-la. Ele tem que sentir seu perfume, tocar sua pele. Abraça-la, e pelo menos por um segundo fingir que o sempre existe.
A noite nunca havia sido tão longa. Então percebeu que era ela. Ela era a causa de sua insonia, de sua ansiedade.
Em sua cabeça, vozes gritavam: -Não a deixe ir!
Tudo então fazia sentido, e era ela. Logo ela que nunca havia notado, que nunca imaginaria precisar. No entanto agora se encontrava dependente daquele ser, tudo que ele respirava era sua vida.
Ele não sabia o "como" e nem o " quando" aquele sentimento nasceu, mas sabia que não queria que acabasse. Seu amor estava tão perto que nem o enxergara.
Então levantando-se rapidamente correu ao encontro dela. Pegou sua mão e disse:
- Apenas diga sim, e que não existe nada que possa te impedir. Isso não é um teste nem um truque da mente. É amor! O que eu tenho que fazer para você ficar?
- Apenas segure minha mão. Continue segurando minha mão!
Ele poderia desejar o que quisesse esta noite, mas não se sentiria completo se não a tiver por perto. Então porque não diz sim?
A vida e esse sentimento não são um teste e nem um truque da mente. É amor!
Ele a sente de alguma forma e sabe que não consegue viver só em poder vê-la. Ele tem que sentir seu perfume, tocar sua pele. Abraça-la, e pelo menos por um segundo fingir que o sempre existe.
A noite nunca havia sido tão longa. Então percebeu que era ela. Ela era a causa de sua insonia, de sua ansiedade.
Em sua cabeça, vozes gritavam: -Não a deixe ir!
Tudo então fazia sentido, e era ela. Logo ela que nunca havia notado, que nunca imaginaria precisar. No entanto agora se encontrava dependente daquele ser, tudo que ele respirava era sua vida.
Ele não sabia o "como" e nem o " quando" aquele sentimento nasceu, mas sabia que não queria que acabasse. Seu amor estava tão perto que nem o enxergara.
Então levantando-se rapidamente correu ao encontro dela. Pegou sua mão e disse:
- Apenas diga sim, e que não existe nada que possa te impedir. Isso não é um teste nem um truque da mente. É amor! O que eu tenho que fazer para você ficar?
- Apenas segure minha mão. Continue segurando minha mão!
29 novembro 2009
Quando o personagem sou eu.
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Hoje me deu uma vontade imensa de escrever, e o pior é que minha mente está tão cheia de coisas que nem sei como começar.
Muitas coisas acontecem em um ano... Tá, por que eu escrevi isso do nada?
É que todo final de ano eu fico pensativa e tento me lembrar onde estava exatamente ou o que estava pensando da vida no ano que anterior.
Me encontro em uma retrospectiva diária. E não acho que seja uma coisa ruim, é estando assim que a gente percebe como tudo muda rápido. Como a gente evolui sem perceber.Teorias e melodias que defendia, tudo o que fazia e até mesmo frases que repetia diariamente. Gírias, músicas que sempre ouvia, pessoas que andava e até mesmo livros que era obrigado a ler.
Anos atrás minha certeza era a escola. Sabia que o ano iria acabar mas tinha certeza que veria as mesmas pessoas no ano seguinte. Presa em minha mente num ensino médio eterno.
Antes a escola parecia que nunca ia ter fim! E agora que não tenho mas pra onde ir de manhã, uma certeza de lugar, me encontro perdida às vezes. Não que eu deseje voltar pra escola. De jeito nenhum! Mas a saudade às vezes bate, e bate tão forte que a até o clima me faz lembrar de algum dia que passei lamentando de professores e provas chatas.
Hoje vejo que muita coisa em mim mudou e ao mesmo tempo continua intacta. Extremos que ocupam o mesmo lugar no espaço. Minha cabeça!
A vontade de voltar ao passado e mudar umas coisinhas às vezes vem. Coisa natural do ser humano né?
A mania chata de ser inseguro, de uma forma idiota agir por impulso e claaaaaro depois querer voltar que consertar.
Mas é sempre bom deixar como está.
O cinema custuma retratar histórias que acabam bem, e se em
" Efeito borboleta" mudar o passado não deu certo, imagina na vida real?
Nada de arriscar!
O presente nos pertence e então porque essa neurose de sempre querer enxergar o futuro? Por que o fantasma do passado volta pra assombrar?
Eu? Eu não sei!
A vida é um lance novo pra todos nós. Só se aprende vivendo. Convivendo com o desconhecido.
Não existe resposta imediata pra todas as interrogações que aparecem...
Mas é assim mesmo, a única certeza que sempre teremos é que o tempo é incontrolável!
;z
Hoje me deu uma vontade imensa de escrever, e o pior é que minha mente está tão cheia de coisas que nem sei como começar.
Muitas coisas acontecem em um ano... Tá, por que eu escrevi isso do nada?
É que todo final de ano eu fico pensativa e tento me lembrar onde estava exatamente ou o que estava pensando da vida no ano que anterior.
Me encontro em uma retrospectiva diária. E não acho que seja uma coisa ruim, é estando assim que a gente percebe como tudo muda rápido. Como a gente evolui sem perceber.Teorias e melodias que defendia, tudo o que fazia e até mesmo frases que repetia diariamente. Gírias, músicas que sempre ouvia, pessoas que andava e até mesmo livros que era obrigado a ler.
Anos atrás minha certeza era a escola. Sabia que o ano iria acabar mas tinha certeza que veria as mesmas pessoas no ano seguinte. Presa em minha mente num ensino médio eterno.
Antes a escola parecia que nunca ia ter fim! E agora que não tenho mas pra onde ir de manhã, uma certeza de lugar, me encontro perdida às vezes. Não que eu deseje voltar pra escola. De jeito nenhum! Mas a saudade às vezes bate, e bate tão forte que a até o clima me faz lembrar de algum dia que passei lamentando de professores e provas chatas.
Hoje vejo que muita coisa em mim mudou e ao mesmo tempo continua intacta. Extremos que ocupam o mesmo lugar no espaço. Minha cabeça!
A vontade de voltar ao passado e mudar umas coisinhas às vezes vem. Coisa natural do ser humano né?
A mania chata de ser inseguro, de uma forma idiota agir por impulso e claaaaaro depois querer voltar que consertar.
Mas é sempre bom deixar como está.
O cinema custuma retratar histórias que acabam bem, e se em
" Efeito borboleta" mudar o passado não deu certo, imagina na vida real?
Nada de arriscar!
O presente nos pertence e então porque essa neurose de sempre querer enxergar o futuro? Por que o fantasma do passado volta pra assombrar?
Eu? Eu não sei!
A vida é um lance novo pra todos nós. Só se aprende vivendo. Convivendo com o desconhecido.
Não existe resposta imediata pra todas as interrogações que aparecem...
Mas é assim mesmo, a única certeza que sempre teremos é que o tempo é incontrolável!
;z
27 novembro 2009
O que eu menos queria era espaço!
(trilha sonora - Kate Havnevik - Grace )
Dando espaço para meus pais? Onde Clarice estava com a cabeça?
Deveria parar de ler esse diário. Não deveria ter mexido em seu quarto. Ela não gostaria disso.
Ela queria escrever um livro, queria fazer uma tatuagem. Todas as coisas dessa lista-que parte ficou em sua mente- ela conseguiu fazer. No dia em que me pediu para saltar de pára-quedas... Tudo faz sentido agora. Ela estava cumprindo promessas que fez a si mesma.
Minha filha tinha uma parte de mim. Ela era uma parte de mim.
Nunca entendi minha filha. Nunca me entendi. A homenagem que fiz dando a ela o nome de minha escritora favorita caiu como uma luva. Clarice era complexa e enigmática como Clarice Lispector.
Mas a morte? Ela se foi como pássaros que migram no inverno. Partiu como se sua existência, seu propósito já tivesse acabado aqui.
Tantas coisas...
Porque minha filha se foi? Porque descobrimos tarde demais sua doença? Porque aconteceu tudo isso comigo? Porque estou aqui nessa casa de campo que só me traz lembranças de sua ida?
Ela deixou um diário. Lembranças escritas. Eu nem fazia idéia de que minha filha gostava de escrever, de relatar tudo. Gosto, perfume, amor, vazio, batimentos cardíacos acelerados.
Estou lendo fragmentos de seu diário, como se as palavras e sentimentos ali relatados pudessem trazê-la de volta a vida.
- Entre no quarto e brigue comigo.Brigue por eu estar mexendo em sua caixa de lembraças felizes! Apenas diga algo Clarice! Apenas volte!
Continuarei lendo o diário de Clarice em voz alta para que possam ouvir.Continuarei descobrindo e conhecendo partes não reveladas de minha filha.
Hoje o único medo que tenho é do que farei quando o diário acabar. O que farei quando chegar o final da obra de minha escritora, e além de tudo, filha ausente.
Dando espaço para meus pais? Onde Clarice estava com a cabeça?
Deveria parar de ler esse diário. Não deveria ter mexido em seu quarto. Ela não gostaria disso.
Ela queria escrever um livro, queria fazer uma tatuagem. Todas as coisas dessa lista-que parte ficou em sua mente- ela conseguiu fazer. No dia em que me pediu para saltar de pára-quedas... Tudo faz sentido agora. Ela estava cumprindo promessas que fez a si mesma.
Minha filha tinha uma parte de mim. Ela era uma parte de mim.
Nunca entendi minha filha. Nunca me entendi. A homenagem que fiz dando a ela o nome de minha escritora favorita caiu como uma luva. Clarice era complexa e enigmática como Clarice Lispector.
Mas a morte? Ela se foi como pássaros que migram no inverno. Partiu como se sua existência, seu propósito já tivesse acabado aqui.
Tantas coisas...
Porque minha filha se foi? Porque descobrimos tarde demais sua doença? Porque aconteceu tudo isso comigo? Porque estou aqui nessa casa de campo que só me traz lembranças de sua ida?
Ela deixou um diário. Lembranças escritas. Eu nem fazia idéia de que minha filha gostava de escrever, de relatar tudo. Gosto, perfume, amor, vazio, batimentos cardíacos acelerados.
Estou lendo fragmentos de seu diário, como se as palavras e sentimentos ali relatados pudessem trazê-la de volta a vida.
- Entre no quarto e brigue comigo.Brigue por eu estar mexendo em sua caixa de lembraças felizes! Apenas diga algo Clarice! Apenas volte!
Continuarei lendo o diário de Clarice em voz alta para que possam ouvir.Continuarei descobrindo e conhecendo partes não reveladas de minha filha.
Hoje o único medo que tenho é do que farei quando o diário acabar. O que farei quando chegar o final da obra de minha escritora, e além de tudo, filha ausente.
21 novembro 2009
Parte III - Refúgio feliz!
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Ao entrar naquela casa, todas as lembranças vieram ao meu encontro. Tons e perfumes. Um misto de emoções que não sei como explicar. Notei que minhas lembranças não faziam juízo aquele lugar. Era como se a perfeição não pudesse ser captada pelos olhos.
Comparada com a cidade, ali era o paraíso sim. Silêncio. Sol. Verde. Ar puro.
Era difícil pra mim similar tudo ao mesmo tempo. Sensações que fazem bem a qualquer ser humano, mas vinte vezes mais forte a mim.
Fui para meu quarto e troquei de roupa. A segunda coisa que fiz ao chegar ao quarto foi colocar o notebook para carregar. Mesmo estando em meu refugio feliz, era preciso estar em contado com as pessoas que não pertenciam a ele.
Minha mãe estava sentada na varanda conversando com meu avô. E meu pai mesmo tentando estar ali, estava mesmo preocupado com o sinal do celular. Típico não?
Dei um beijo em meu avô e chamei Kurt para dar uma volta. Nosso cão não conseguia ser domesticado. E eu nem queria isso de fato. Era tudo inesperado com Kurt.
Corri com ele para a beira do lago. Brinquei, corri, joguei bola e depois me fiz de morta para ver se ele entendia que era hora de parar. Deitada naquela grama pensando em muita coisa. Coisas que não conseguiria pensar fora dali. Eu e um cão feliz deitado ao meu lado rosnando para a grama, como se o efeito do vento fosse um inimigo.
Fiquei ali a tarde toda. Dando espaço para meus pais. Dando espaço para mim. Apenas... Respirando.
Ao entrar naquela casa, todas as lembranças vieram ao meu encontro. Tons e perfumes. Um misto de emoções que não sei como explicar. Notei que minhas lembranças não faziam juízo aquele lugar. Era como se a perfeição não pudesse ser captada pelos olhos.
Comparada com a cidade, ali era o paraíso sim. Silêncio. Sol. Verde. Ar puro.
Era difícil pra mim similar tudo ao mesmo tempo. Sensações que fazem bem a qualquer ser humano, mas vinte vezes mais forte a mim.
Fui para meu quarto e troquei de roupa. A segunda coisa que fiz ao chegar ao quarto foi colocar o notebook para carregar. Mesmo estando em meu refugio feliz, era preciso estar em contado com as pessoas que não pertenciam a ele.
Minha mãe estava sentada na varanda conversando com meu avô. E meu pai mesmo tentando estar ali, estava mesmo preocupado com o sinal do celular. Típico não?
Dei um beijo em meu avô e chamei Kurt para dar uma volta. Nosso cão não conseguia ser domesticado. E eu nem queria isso de fato. Era tudo inesperado com Kurt.
Corri com ele para a beira do lago. Brinquei, corri, joguei bola e depois me fiz de morta para ver se ele entendia que era hora de parar. Deitada naquela grama pensando em muita coisa. Coisas que não conseguiria pensar fora dali. Eu e um cão feliz deitado ao meu lado rosnando para a grama, como se o efeito do vento fosse um inimigo.
Fiquei ali a tarde toda. Dando espaço para meus pais. Dando espaço para mim. Apenas... Respirando.
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