01 agosto 2014

Tudo (2)

E como sinto falta. Do tudo, do nada. Do poder olhar pra você. Sinto. Sinto tanto. A dor, o desespero, o medo de um futuro desconhecido e de sim, você não fazer parte do que está por vir. Sim! Tenho pena. Do modo como tudo acabou, do modo como você saiu de orbita, de como um simples dia desapareceu. Triste por não saber, nem ao menos, sobre coisas que antes eram simples e presentes em todos os meus dias, em nossos dias. Faz tanto tempo, vários anos... E a dor de não ouvir sua voz, sua risada. A dor imensa de só imaginar seu sorriso e não o realmente ver. Faz tempo. Faz tanto tempo.

O perfume. O cheiro de menta. O típico abraço apertado que sempre me pareceu ser o único motivo da gravidade me puxar para baixo, me fixar no mundo.  A gargalhada, o frio, o nada que ao seu lado virava tudo.

28 julho 2014

Frio

Uma janela. A chuva e a calma que o fim de tarde de dias como esse traz. Eu, sentada olhando através do vidro, através do que muitos ignoram por causa da correria.
O cheiro do café misturando o ambiente, construindo um fervor em mim. Dentro para fora... De dentro para fora.  E com as mãos frias, segurei a xícara. E me assegurei de que ali, admirando as gotas da chuva nas folhas encontraria um pouco de paz, um conforto e  solução para o stress.
Meias. Lã sobre minha pele. Som. John Mayer ao tocar. E minha alma despertando, se libertando da correria e se acolhendo na rotina que é a busca pela simples t.r.a.n.q.u.i.l.i.d.a.d.e!