28 novembro 2014

Um dia

Eu e minha estranha maneira de passar o dia. Por que ele começa bem, e depois de algumas horas vira um inferno continuar... E depois melhora. Uma oscilação de humor que confunde não só as pessoas ao redor, me enlouquece, me deixa com raiva, me torna...

E ai nada está bom, nada acontece, nada e ninguém consegue me deixar feliz outra vez. Tenho que tentar vencer cada dia como uma batalha contra eu mesma... Por que as pessoas não gostam de pessoas instáveis, por que você não pode ser assim... Tão forte, tão perto. Tão alegre, tão triste. Tão misturada de sentimentos contrários.

As pessoas acham que são dois estágios de sentimentos que as diferem... Pra mim não. Eu sinto tudo ao mesmo tempo, não tem essa de ou estou feliz ou estou triste. Esses dois extremos se cruzam dentro da minha cabeça. Em um minuto euforia, em outro melancolia. Um momento quero viver para sempre, em outro quero morrer, sem pensar nos que me amam, só quero que a morte venha... Que me pegue no colo, que me leve.

E depois de umas horas a vontade de ser eterna, a certeza que estou confusa e nada mais, E além disso tudo, de toda essa guerra interior de querer um futuro mas não suportar o presente, de querer morrer e viver na mesma intensidade, de querer ser quem sou, mas sendo outra pessoa... Além disso tudo, a risada alta, o choro silêncio, e me bater... Me forço a manter a mente em outra realidade, fingindo me importar, me encaixar nos padrões, busco por fora me manter lucida. 


Mas eu sei.. sei mesmo, que por dentro estou no olho do furacão, perdida dentro de mim, tentando sobreviver em minha mente insana por mais um dia.

27 novembro 2014

Indiferença

   E é essa sua indiferença que mata. Com seus olhos que não dizem nada, boca que não se abre, tempo que perde. E essa sua maneira de fazer as pessoas ao redor não se sentirem parte importante, que pode modificar, que pode de alguma maneira te afetar.

   É essa sua mania de olhar não para mim, mas através de mim. Essa sua maneira dolorosa de ignorar todas as diretas e indiretas lançadas a você, a mim, a nós. Sua mania intrigante de responder as perguntas com mais interrogações, e do dom de conseguir ficar quieto por muito tempo... Tempo.

   E todas as palavras que demoram para sair...Não se sabe o que é pior, o tempo da espera para ouvi-las ou no fim ouvi-las. Porque são doídas, por que elas parecem rasgar sua garganta ao saírem e me ferir ao recebe-las.

E no fim... E é apenas essa indiferença que mata. 

26 novembro 2014

E o que foi...

E o que foi que você fez?
Parou no tempo e se anulou, fingiu ser menos importante do que os outros. Focou em agradar e não pertencer, ser...

Analisa hoje tudo que fez e como pôde descobrir dentro de si uma segunda pessoa, uma mais egoísta, mais metódica, fria e calculista. Uma que não sabe amar e que não sente, uma que explode.. Que sobrevive entre picos de euforia e melancolia.
 Se deixou levar, se deixou literalmente enganar ao permitir sentir o que os outros queriam, ao que era forçado pelas circunstancias a ser. Acreditou, não em si mas em todo o resto e no fim se permitiu esquecer de quem é, do que foi e do que sempre foi  predestinado a ser.

24 novembro 2014

E foi um garoto...

E foi um garoto que me mostrou como sorrir

Que chegou em março, sem eu perceber
Um garoto que iniciou o saber
Uma vida cheia de querer
Sonhar com um futuro, querer crescer

Ele me deu tudo sem eu ter que pedir
Me deu seu mundo e razões para ficar
Me tirou do nada, ensinou-me a sorrir
Colou meus pedaços, me ensinou a amar

E foi um garoto que me mostrou como sorrir
Um garoto que iniciou o saber
Me tirou do nada, ensinou-me a sorrir
Sonhar com um futuro, querer crescer

Me livrou do abismo, da morte desejar
Me mostrou o paraíso com o seu beijar
Me deu seu mundo e razões para ficar
Foi esse garoto, que me ensinou a amar